quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O desabafo de Meaghan

Eu pretendia ir dormir, mas não posso. Esse é o décimo texto que escrevo, a diferença é que ao contrário de seus antecessores eu pretendo publicá-lo.
Eu gostaria de ser alguém que reclama menos, que chora menos, que se confunde menos. Entretanto em algum lugar de uma tradução eu me perdi.
Os pensamentos não são mais fluidos. São entrecortados e competitivos.
Parece que existem trinta pessoas dentro da minha cabeça e elas gritam desesperadas, frenéticas e suplicantes. Todas ao mesmo tempo.
A quem devo ouvir?
O que devo fazer?
E se é realmente uma competição, qual deles irá ganhar?
Durante o dia eu rezo pela noite, e durante a noite eu preciso descansar, mas não consigo. Eu espero toda segunda-feira pela noite de sexta-feira, mas de certa forma, sem culpados, sem precisão, alguma coisa mudou.
Quem sou eu?
Chamam-me de sincera, de amiga, de arrogante, de rebelde, de inteligente, de radical, de indecisa, de rude, mas será que eu sou isso tudo?
Outro dia uma colega me disse que eu me colocava "para baixo". Como se eu sempre tentasse diminuir quem eu sou, mas se eu não sei, como eu posso reduzir? Quem está precisando de óculos aqui? Ela ou eu?
Diz-se que estou apaixonada. Por um garoto, e por favor não ria, pois é sério. É quase uma acusação tratando-se de uma conversa sobre mim. Justo eu.
Ou eu não gosto de ninguém, ou eu gosto... eu sempre achei que no fundo gostava de todos, mas já fizeram imensa questão de assertar o contrário. Quem está certo?
Será que eu sou tão insensível e tão repugnante a ponto de ser capaz de amar ninguém mais além de mim?
E você, leitor, pode até dizer e responder em sua cabeça que sim, pois eu só escrevo sobre mim mesma por aqui. E eu me concedo um direito de resposta: se eu não sei quem eu sou, e isso é um problema, não é natural que eu queira resolvê-lo? Que sendo um grande problema, e um problema que não se manifesta de forma isolada, mas envolve quase todos os setores da minha vida, não é normal, comum, que eu queira solucioná-lo? Obviamente é um problema que me consome muito tempo. Tempo, você vê, é precioso.
Ninguém valoriza as sextas-feiras, dia de Ivete Sangalo, as tardes de sexta-feira ensolaradas até que finalmente elas se acabam. Até o dia em que sexta-feira é aquele dia em que você espera silenciosamente pelas 17:00. E você ouve o jornal, para ver qual via é a mais apropriada para voltar para casa, evitando o trânsito.
Eu tenho saudades delas. De "Coleção", de "Alô, paixão" e "Eva". Elas continuam no CD, mas o CD não tem mais a mesma graça, a mesma ênfase, a mesma alegria de antes, porque a sexta-feira anoiteceu.
O fim de semana se reduziu ao domingo cinzento no qual semanalmente eu freqüento aquele posto da Barra Funda.
E as viagens de fim de semana se tornaram esparsas e entediantes. Noites em um quarto de hotel cinzento. Eu não gosto de quartos cinzentos. Eu gosto de quartos cheios de imagens.
E eu me pergunto quem sou eu?
Pergunto a ponto de atormentar até outras pessoas, meus pais, meus amigos. Por mais que eles me escutem, e internamente se irritem com minha lentidão e fracasso na procura da resposta, apenas eu posso responder essa pergunta. Só que isso não está nos livros. Machado de Assis, Eça de Queiroz, Sir Conan Doyle não escreveram sobre isso.
E por que a menina que me olha no espelho, aquela de cabelos longos tem olhos grandes tão tristes? Sempre tão cansados?
Quando foi que ela se tornou tão triste?
E por que ela só olha triste para mim? E só eu percebo o quanto ela está triste?
Todo mundo diz que isso é normal, que as pessoas se questionam, que todo mundo passa por isso, que ninguém realmente sabe o que quer fazer, e que isso passa. E eu acho isso uma grande besteira. Se todo mundo soubesse, saberia evitar. Se fosse tão comum, haveria compreensão.
Não é como se eu quisesse uma vida nova. Fazer sempre uma coisa diferente porque estou "de saco cheio" da programação que tenho. Eu queria entender o porquê. De tudo. De agir desse meu jeito, de pensar tanto desse meu jeito. Quem foi que criou tudo isso e por quê?
Eu não quero outra vida, eu quero a minha. Não adianta me oferecer outra. Uma em que eu ganhe mais dinheiro, ou tenha mais amigos. Eu não vou trocar. Entretanto, ofereça-me uma em que eu possa exteriormente entender, sentir-me-ei tentada a aceitar.
Não é difícil realmente entender uma pessoa, não é difícil me agradar. Um abraço é capaz de agradar qualquer pessoa, desde que você não esteja precisando de um banho. Eu realmente não quero que alguém me entenda. Eu não sou um problema de matemática ou o seu verbo de ligação preferido, mas não é difícil me entender, só é sempre tão fácil adotar uma postura genérica. Amiga, isso acontece com todo mundo, entra na fila. Se você entra na fila, perguntam o porquê de se estar jogando tempo fora. Tempo, tempo, tempo! Pra que pressa?
Eu não estou saturada. E eu não mudei.
Eu sempre fui desse jeito tão torto. A diferença é que antigamente eu era mais feliz. Eu tinha mais objetivos e eu ouvia mais as músicas da Ivete Sangalo. E eu também sabia disfarçar todos os meus defeitos de forma eficiente, mas por alguma razão, não sou mais assim.
Saudades!
Eu queria ir dormir, mas não consigo.
Qual o problema? É o garoto? Não, não é, deveria ser?
Só porque nos falamos tanto? Conversamos tanto? Não, não é, mas ele me faz sentir como se eu realmente merecesse um cuidado. E ao que parece ele se importa. E eu retribuo, ele merece. Carinho e compreensão, até amor, não é isso que todos pensam. É amizade. Eu não diferencio amor e amizade. Talvez seja um erro, e eu devesse, mas não consigo. Agora eu não consigo. E na realidade, não quero. E não seria um erro me apaixonar pelo garoto só porque me olha dentro dos olhos quando fala comigo, porque se preocupa quando vou dirigir na chuva e me diz tão romanticamente "olha, sério, se você chorar agora, eu vou te bater, eu vou ficar bravo". Pelo que eu relato parece, mas não é. Eu gosto dele e da situação, mas não é nada relacionado a romance. Nem seria certo, mas essa história merece uma dose de paciência para contar.
Eu queria ter paciência agora, mas não tenho.
E talvez eu seja como o amor? O amor é incoerente e quer estar em todos os lugares. Isso eu sei que eu sou, mas eu não sou o amor. O amor é tão positivo e tão ideal. Eu sou idealista, mas táctil. Queria eu ser igual ou como, ou mesmo um pedacinho de amor... tão bonito e tão inspirador, mas está tarde e eu preciso dormir. E algo me diz que não serei assim, por algum tempo.
Eu preciso dormir e sonhar com flores bonitas. Quem sabe hoje talvez eu consiga.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

What about that natal chart?

Bem... passou tanto tempo que o Sol deu uma volta nele mesmo, a Lua também e Vênus bota fim, ao por sua vez atingir mais para frente o 27º grau do signo de Virgem.

A verdade é que eu li muitas vezes os aspectos, mas a cada nova leitura eu questiono aspectos e afirmações diferentes.

Enfim... eu falei um pouco sobre Mercúrio em Câncer...

Seria justo falar sobre o Sol e a Lua em Leão, Lua combusta por sinal, sendo que o Sol está a 12° e a Lua a 10°.


Você nasceu com o Sol e a Lua no signo de Leão. Há harmonia entre seus sentimentos e seus atos. Você se projeta como uma pessoa forte, imponente, autoritária, generosa, determinada e confiável. Você vê a vida com lucidez, tendo um dom natural para a liderança e para a delegação de autoridade. Geralmente alegre, você gosta de jogos e outras diversões. Você tem tanta vitalidade que às vezes gostaria de compartilhá-la um pouco com os outros.
A palavra que define seu temperamento é orgulho positivo. Você acha que tem uma missão importante e que as preocupações bobas dos outros não são para você. Graças a seu orgulho e sua franqueza, muitas vezes você vai sentir-se pouco valorizada por não receber dos outros a mesma generosidade que lhes oferece. No amor, você é incondicional, muito afetuosa e passional. Você procura dar alegria e proteção aos entes queridos. Na verdade, às vezes você é condescendente demais.
O segredo para uma melhor integração de sua personalidade leonina está em conscientizar-se de suas limitações e cultivar a humildade.


O Sol estava na Casa 11 no momento de seu nascimento. Em geral, este é um posicionamento favorável. Ao longo de toda a vida, você receberá a ajuda de pessoas de alta posição. Após a meia-idade, há grandes possibilidades de você se tornar uma pessoa estimada e de boa reputação graças ao relacionamento com figuras de destaque. O destino provavelmente lhe dará força de caráter e oportunidades suficientes para realizar plenamente seus desejos.
Espiritualmente, você tem atitude leal e é franca e honesta. Entretanto, você age como se impelida por um senso de superioridade.


A Lua estava na Casa 11 no momento de seu nascimento. Você tem muitos amigos e conhecidos, tanto dentro quanto fora do círculo familiar e doméstico. Você é uma pessoa que sabe fazer amizades tanto nas camadas mais altas da sociedade quanto nas mais baixas.
Este posicionamento aumenta a possibilidade de você ter uma vida familiar satisfatória e uma convivência doméstica agradável, cheia de confraternidade.
Atenção: A Lua está tecnicamente perto do final da casa 10 e é interpretado na casa 11.

(Retirado do Astrodienst, Retrato Pessoal, Robert Pelletier)



Bem, pelo menos as previsões foram super otimistas, mas creio que otimistas demais... se bem que já li algum aspecto que dizia sobre pessoas terem ânsia de me ajudar. Creio que nunca parei para refletir sobre isso, apenas adiciono que de todas as vezes em que me encontrei em apuros e sozinha (exemplos práticos, como acidentes), encontrei alguém que me ajudasse ou perguntasse se eu estava bem ou não. Talvez eu tenha um certo ar de pessoa que precisa ser salva, mesmo. Ou pareça realmente alguém com uma índole muito boa e que mereça toda a ajuda possível, mas a última opção é pouco provável.

Procurando outro dia, encontrei o site da Escola de Astrologia Nova-Lis. Achei legal a proposta de eles publicarem livros e se ajudarem no fórum (isso também é legal no portal Astrodienst). De se conversarem e tentarem se ajudar na vida pessoal mesmo, até pela relação de amizade que foi estabelecida. É bom saber que você não está só e que alguém estará lá quando você precisar.

Lá encontrei a definição de "Signos para a alma".

O meu dizia o seguinte:


  • O Leão é um dos signos do fogo e é dominado pelo escaldante, magnético e masculino Sol ... bem... essa primeira não precisa de comentário...
  • O nativo típico tem muitas características do animal que simboliza o signo: coragem, bravura, capacidades de liderança, energia e dignidade ... não sei se me caracterizaria num extremo de dizer que tenho coragem, bravura e dignidade, mas eu procuro ao menos ter essas características, quanto à liderança, creio que não... não acho que tenho capacidade de liderar um grupo, não... não me considero assim tão grande e inflada...
  • Os nativos de Leão têm de estar no centro e brilhar. Radiam carisma e poder e gostam de se comportar com magnificência ... concordo com a de se comportar com magnificência, todos nós gostamos de ser magníficos, quanto a estar sempre no centro, discordo. Há tempos em que é melhor estar nos camarins.
  • O seu amor cerca toda a humanidade, e nunca abandonam uma causa que venceram... não abandonar, mas todos temos direito e devemos mudar de opinião, sempre questionar, só não considero uma causa que foi vencida e alterada abandonada.
  • Apesar de serem caracterizados pelo afecto, pela simpatia, pela lealdade, pela generosidade e pela ternura, têm egos muito fortes e são extremamente exigentes e egoístas... não sei dizer se sou uma pessoa muito terna, não sou dada a muitas demonstrações de afeto. Não que eu não goste. Eu gosto até demais, mas acho que dizer e demonstrar a todo momento desgasta a percepção da importância de afeto, não sei... não sou simpática também. Leal sim, mas creio que seja porque considero muito as coisas como questão de honra. Ser leal não quer dizer que você concorda sempre 100% com seus amigos ou seus pais, mas quer dizer que quando eles precisarem de você para lutar ao lado deles, você lutará, mesmo discordando. Não entendi a definição de ego muito forte, mas vou estabelecer a premissa de que significa ser uma pessoa que tem personalidade forte, e daí concordo, mas não sei bem o porquê de ser assim... quanto a ser exigente eu não poderia concordar mais, mas não sou egoísta, posso até parecer por vezes, mas de "coração" não guardo tal egoísmo. Egocêntrica, talvez, mas isso é conseqüência de não conhecer o mundo tão bem, e as pessoas tão bem. Viver no próprio mundo é egocentrismo, mas não egoísmo.
  • Simples e sinceros por natureza, repugnam a deslealdade e o logro. Isto é a única coisa que pode alienar os seus afectos... não comento porque concordo. Quer que eu deixe de gostar de alguém, é só sentir que ela ou ele foi desleal.
  • Não são dados a introspecções ou a análises com o objectivo de se melhorarem... não comento porque se isso fosse tão verdade, eu não teria montado dois blogs, um caderno e escrito tanto para ler depois. Tudo é uma questão de para ler depois, para ver o que mudou ou não.
  • Quando enriquecem, fazem-no através de muito esforço e de talentos naturais, e raramente através da hipocrisia... bem... isso é muito nobre, obrigada!
  • Apesar de serem generosos, cercam-se, em primeiro lugar, do último grito do luxo — ao ponto da ostentação nos Leões inferiores... não me considero uma pessoa ostentativa, mas acho que me encaixo porque, bem, existem vezes em que eu consigo comprar algo que queria muito e fico usando, ou quando compro coisas novas... eu gosto de usar, mas não sei se é uma questão ostentativa, ou se é orgulho, como do tipo... eu comprei, eu fiz por merecer ter tudo isso...
  • Os nativos de Leão adoram coisas vistosas e esplendorosas, cores alegres e fortes... mais ou menos, não sou muito fã de vermelho, amarelo e laranja, mas gosto de verdes claros... e depende do vistoso, não gosto de cores escandalosas, não...
  • Embora sejam exaltados, são lentos a demonstrar sinais de raiva... ai... verdade... doeu. A verdade dói... risos...
  • Quando são suficientemente provocados, a fúria não conhece limites. No entanto, lutam corajosa e justamente, sendo magnânimos na vitória e dignificados na derrota. Ai de quem difamar a sua honra e dignidade! ... ninguém gosta de ser difamado, mas creio que se for para perder que seja com graça...
  • Dizem o que pensam, pondo totalmente de parte o tacto, que consideram hipócrita... é... tato demais eu considero hipócrita sim, não nego...
  • A atitude é severa, mesmo para com aqueles que amam. As opiniões, que normalmente são dogmáticas, são adoptadas no início da vida e nunca se alteram... não é verdade, muitas opiniões se alteraram sim, tudo na vida é questão de maturidade, ela só vem com o tempo... quanto a atitude severa, não sei, mas a resposta pende mais para sim do que para não...
  • Alguns nativos de Leão tornam-se intolerantes e tacanhos... não sei se cheguei lá, e creio que isso esteja um pouco genérico...
  • Têm tendência a ver o panorama geral e a fazer as coisas em grande escala; não têm paciência para os pormenores... risos... depende do que se quer dizer com "pormenores"...
  • São muito teimosos nas discussões; os oponentes têm de ter um grande tacto com eles, porque os nativos de Leão só se rendem se a honra permanecer intacta... é... não tem discordância aí...
  • A fraqueza reside na sensibilidade ridícula sobre a honra, na susceptibilidade a elogios e no comportamento egocêntrico, pomposo, presunçoso, extravagante, exigente e patético... susceptilidade a elogios não, não sei se tenho baixa-estima ou super-crítica, mas considero difícil acreditar em um elogio. Sempre penso que a outra pessoa que está sendo muito gentil.
  • São pessoas extremamente ambiciosas; a grande força de vontade e a crueldade permite-lhes realizar as suas ambições... não... o fim não justifica os meios...
  • A principal motivação da vida é serem bem sucedidos e serem os únicos a dar ordens... não é bem assim... todo mundo tem que receber ordens para saber mandar depois...
  • Fazem o que pensam estar correcto, com vista a atingir os objectivos, mesmo que à custa de outros: o fim justifica os meios... não... as conquistas só têm valor quando são honradas e de esforço próprio... não há nada honrado em atropelar os outros... e não é nada agradável vencer sozinho, creio eu...
  • Mundanos e nada ingénuos, têm consciência da influência que exercem nos outros, e procuram formas de aumentar esta influência... não, discordo, sou muito ingênua, e não gosto de influenciar os outros, é um pouco desprezível alguém muito influenciável... não se é alguém sem convicções também... eu gosto de discutir, argumentar, e chegar a uma terceira conclusão diferente das primeiras iniciais...
  • A energia, entusiasmo e inspiração ajudam-nos a serem líderes carismáticos, pioneiros, visionários e líderes de opinião... acho que isso vale para muitas pessoas, mas não me aplico...
  • Conseguem inspirar devoção e lealdade nos seus seguidores... bem... concordar com isso seria falta de modéstia... risos... mas eu acho que não tenho seguidores, e não "tô com essa bola toda" não...
  • Delegam responsabilidades quando lhes convém e têm sempre alguém para resolver os problemas com os quais não se querem incomodar... isso é normal...
  • Como patrões, são eficientes e exigentes... não sou patroa, mas isso é provável...
  • Não gostam particularmente de ser subordinados de outrem e de obedecer a ordens, o que significa que serem empregados não é uma boa ideia para os nativos de Leão... eu não gosto de obedecer a algo que não entendo... eu posso até não concordar e entender, eu obedeço, mas sem entender...
  • A veia dramática está muito desenvolvida, com uma tendência para o patético... é... de vez em quando, sim...
  • Como actores do quotidiano, tendem a assumir, com toda a seriedade, papeis da nobreza, criando, desta forma, a sua realidade... muito drama na frase...
  • O signo de Leão é muito conspícuo da realeza, exprimindo orgulho nas acções e nos gestos e esperando que lhe prestem a devida homenagem... não espero homenagens, mas acho que é justo demonstrar gratidão, tanto recebendo quanto fazendo favor e isso creio que no que concerne a todos...
  • Os Leões inferiores são rudes, presumidos, arrogantes, tirânicos e buscam popularidade... desculpa aí...
  • O poder aumenta grandemente a autoconfiança... não muito, creio que se eu tivesse muito poder, eu teria muito receio de errar...
  • Quando estão numa posição de autoridade e de responsabilidade, recostam-se para provar que são merecedores da fé que foi colocada neles... não sei se seria possível demonstrar que merece apenas se recostando....
  • Operam bem num cargo de responsabilidade e de gestão e dão asas à criatividade, estabelecendo diplomacias... diplomacia não era "coisa de Libra"?
  • Os nativos de Leão cuja necessidade de estar numa posição de autoridade não é satisfeita, tornam-se indolentes, impacientes e inconsistentes... acho que todos os que desejam autoridade e não a tem se tornam indolentes, impacientes e inconsistentes, é uma conseqüência do desvio entre idealidade e realidade...
  • A nível profissional, os nativos de Leão são perfeitos homens de estado, governantes, funcionários religiosos, soldados, financeiros, banqueiros e líderes — militares, governamentais e financeiros... existem muitos leoninos nesses cargos, mas se alguns A's são B's, quer dizer que todos os B's são A's? Eu diria que não...
  • A paixão pelo grandioso, pelas cores vivas e pela acção significa que se adaptam ao palco, à literatura e à arte... eu acho arte algo maravilhoso, todos deveriam ter a oportunidade de conhecer a fundo a arte, faz bem para a alma...
  • Apesar do amor e do sexo serem componentes inextricáveis da sua natureza, os nativos de Leão não deixam de ser quem são por causa do amor: o amor tem de se encaixar na respectiva existência... deveria ser assim com todos, você ama alguém pelo que ela é e pelo que não é e não pelo que você gostaria que ela fosse...
  • Os nativos de Leão são amantes soberbos e bons esposos, pais e amigos, devido à natureza carinhosa. São meigos, atenciosos e fiéis, podendo ser explorados, caso alguém se aproveite das emoções e atraia a vaidade. Cometem erros em termos de amor e de casamento, mas tentam rectificá-los antes de atingirem a crise.... eu não sei se sou tudo isso. Eu devo ser uma leonina ao avesso. Ou não.
  • Do ponto de vista da saúde, são capazes de utilizar a energia do Sol para proveito próprio... acho que não, pois isso poderia vir a causar câncer de pele... não queremos isso...
  • O ponto fraco no que concerne a saúde encontra-se no coração e na espinha... realmente... minha coluna é um ponto fraco. Ai, como dói!
  • O excesso de esforço pode conduzir à exaustão... creio que seja assim... com quase 100% da população... os que dizem que não só não querem admitir fraqueza, "pedir água"...
  • Grande parte das queixas concentram-se no coração, na espinha e nos olhos... ou da vida... risos...
  • Resistem ferozmente a ficarem de cama. Caso contrário, gozam de uma saúde de ferro... depende do porquê que eu estou de cama... pode ser um bom filme, e eu estou bem...
  • No Zodíaco, o Leão está situado no lado oposto ao Aquário, o epítome do pensamento livre e totalmente liberto do ego e de estruturas... ok... câmbio!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Enquanto as idéias não chegam...

Bem, não acredito que o último post que escrevi foi mês passado.

Recuso-me a tal porque tive idéias e rascunhos em minha cabeça por tantos e tantos dias. Pensei sobre músicas, livros e até quem sabe outros textos perdidos para escrever. E agora eu deveria estar trabalhando, mas meu chefe disse “coloque suas prioridades primeiro”, e claro, como todo ser humano capaz de distorcer frases, eu estou escrevendo aqui... risos!

A verdade é que minha tarefa se trata de redigir meu próprio plano de estágio. Isso seria muito mais fácil se ele não tivesse que ser obrigatoriamente aprovado. Eu sei o que com o que eu trabalho, em partes, mas tenho medo que O PLANO não seja o bastante. Creio que a pressão disso esteja afetando levemente minha... criatividade?!

Bem, além de enviar posts, eu lido com gestões em geral, mas se eu escrever somente isso, é possível, muito mais do que provável, de que O PLANO não seja aprovado.

Na realidade eu sei que, quanto mais receio eu tenho de escrever algo, mais eu postergo, então, torço para que seja apenas isso. E não uma “crise criativa”.

Quanto ao último post eu também gostaria de fazer uma referência. Olha, não morri ao ir para a praia! Que divertido! (Que sarcástico!)

Bem, na verdade foram muito compreensivos comigo, e eu realmente estava sendo uma exagerada, mas... eu sou exagerada em uma maioria massiva das vezes (olha o exagero aí, gente!).

Quanto a isso creio que só cabe, da minha parte fazer uma suposição: eu estava realmente com medo, porque eu sempre tenho medo perto dos meus aniversários. Não sei bem o porquê. Parece que bate uma impressão de que você tem que “mostrar serviço”, de que em relação ao ano que se passou, houve uma melhora incrível, que todos ainda adoram você e bem, eu sinto que de certa forma, não sei bem o motivo, mas eu tenho o “complexo de Super Homem/ Mulher maravilha”, explicando melhor seria como se eu quisesse sempre mostrar que eu consigo resolver qualquer tipo de problema, de que eu nunca fico doente, de que eu nunca fico triste, de que eu sou auto-sustentável de alguma maneira, de que eu sempre melhoro. Isso não é verdade. Eu sou imperfeita, graças, mas talvez uma grande parte de mim pense que só conseguirei ser aceita pelo meio se eu for assim, quando na verdade eu sou mais sensível e frágil do que uma xícara de chá de porcelana.

Engraçado que escrevo “acho”, “penso”, “a verdade é” com a mesma freqüência que falo “tipo”. Devo sofrer de algum tipo de mania ou ser impelida por algum tipo de superioridade, ou esse foi o jeito que encontrei para lidar com outras pessoas, visto que apesar de estar, basicamente, digitando para mim mesma, e para alguns leitores aventureiros, estou me, ou nos, tratando como uma terceira pessoa do singular, correto? Algo a se pensar... apesar de que no que concerne aos leitores, eles devem ser tratados na 3ª pessoa mesmo.

Depois da guinada irrefreável sofrida no parágrafo anterior, que se transformou em mais dois, pretendo colocar posts sobre a minha visão (mas pode ser uma visão de qualquer uma dos meus selfs, eles andam incontroláveis ultimamente) sobre Harry Potter (que teoricamente era para ter sido liberada dia 31 de julho, dia de seu aniversário, mas não foi possível devido ao desânimo passageiro em que me encontrava na época) e algumas músicas (esse era para ter sido liberado perto da mudança, mas creio que fiquei em um “lembra-esquece”, sim, sou leonina e tenho neologismos...).

quarta-feira, 30 de julho de 2008

E quando o melhor para você não é o melhor para os outros?

Acho melhor começar do começo mesmo.
Eu detesto ir à praia. Não gosto. Teve uma época que eu gostava, e ficava ali deitada esperando o Sol queimar minha pele. Hoje, eu prefiro uma sombrinha, uma montanha ou uma lareira acesa em dias muito frios.
Talvez eu não goste de praia porque lá eu realizo atividades como ler ou pensar sobre a vida. Convenhamos, dependendo da leitura e do momento na sua vida, ambas não são o mais indicado.
Pois é.
Sexta-feira eu vou ao Guarujá. Ao invés de pular de alegria, como qualquer outra pessoa comum talvez fizesse, eu estou aqui, de certa forma reclamando.
Sabe quando você se sente triste e com raiva, mas no fundo acha que sentir essas coisas é típico de gente egoísta?
Eu me sinto assim, agora.
Dia 01/08 é aniversário do meu pai, principal motivo da viagem, mas não estou brava porque vou até a praia e todas essas coisas, mesmo porque seria muito ingrato da minha parte, visto que o próprio foi o único a bater o pé e dizer que meu aniversário também estava chegando e que ele queria comemorar comigo. "Se ela não for, eu não vou", disse ele bem enfático. Resumindo, ele foi o único que lembrou. Decepcioná-lo não é uma opção (se bem que nunca foi).
Meu aniversário é na terça-feira, e eu tenho muito a comemorar. Bem, não sou a mais nova milionária, mas eu tenho saúde, principalmente depois de uns momentos de tensão entre novembro do ano passado e fevereiro desse, é algo muito importante a se comemorar, sem contar outros bem mais essenciais como, eu tenho uma família unida, e alguns amigos que gostam de mim (pelo menos eu prefiro acreditar que gostam).
O fato é que eu vou comemorar o meu aniversário na praia, e a viagem durará até domingo. Domingo é dia ruim de se comemorar, pois segunda se trabalha, assim como terça. Restam sexta-feira e o outro sábado, mas daí eu me pego a pensar se já não seria tarde, pois tudo tem um momento e talvez lá, o momento tenha ido embora.
Então eu fico aqui, insatisfeita por um lado, por não poder comemorar o que eu acho que cresci durante esse tempo todo com outras pessoas que eu também adoro, e me sinto ingrata, pois tanto tem sido me dado pela minha família, e eu aqui, reclamando.
Vai ver eu estou dando muita importância ao meu aniversário, afinal é só mais um dia em um ano, que tem por sua vez 366.

terça-feira, 29 de julho de 2008

A procura de respostas...

O que tanto eu procuro?
Talvez ser a pessoa que sonhava quando tinha cinco anos, mas até então, eu sonhava em poder brincar minha vida inteira.
Ou então quem sabe me tornar a maior arquiteta de todos os tempos? Acho que não, porque eu não gosto muito de desenhar... isso é um pouco importante para um arquiteto.
E daí eu poderia ter as opções de ser professora de inglês, farmacêutica, engenheira, química e até mesmo fotógrafa ou cantora.
Tudo isso é parte do que você faz, mas não do que você é.
Então o que eu quero ser?
Grande? Sincera? Amiga? Especial? Intelectual? Inteligente?
Isso não é "de ser"... não se é uma qualidade só, um adjetivo só...
O que eu quero fazer?
Ah... acho que essa eu sei! Ou... posso arriscar um palpite. Quero algo novo para aprender todo dia. É tão bom chegar em casa e dizer todas as suas atividades acrescentadas de aprendi a fazer tal coisa.
Quero amanhã ser maior que hoje... mas isso é "de ser" ou "de ter"?
Ou "de acumular"?
Bem, não posso negar que gosto de acumular coisas. Embalagens, canetas, até mesmo peso, infelizmente.
Para ser A ou B, você precisa desistir de ser todo o resto do alfabeto? E se eu quiser ser uma redação cheia de letras, vírgulas, dois pontos, pontos de exclamações, de interrogações, de cedilhas, de acentos agudos e circunflexos e hífens? Eu não posso?
Como eu vou crescer?
Antes eu tentava descobrir um objetivo. O que você vai ser quando crescer?
Agora eu tento descobrir uma maneira? É isso? É essa a diferença?
Alguém aí me diz que tem alguma, por qualquer que seja, senão isso vai querer dizer que eu empaquei esses anos todos, ou pelo menos os últimos anos da minha vida.
Como eu chego lá?
Eu quero ser sábia, prudente, paciente, velha?
Qual é o caminho?
Fingir ser alguém que não sou, ter formas curvilíneas e delgadas para então conquistar alguém e me casar? Ou arriscar ser eu mesma e viver sozinha? Não ter filhos, não ter mais família e mais ninguém para jogar a culpa quando a situação apertar? Porque acredite, ela vai.
Qual é o medo?
O medo é vermelho? É medo de nadar? É a pedra no meio do caminho? É a encruzilhada onde você escolhe se continua pela mesma rua ou vira noventa graus?
Qual é o medo? Quem é o medo? De quê é o medo?
Se essa forma é um caminho, qual deles devo seguir?
O mais prudente, o mais fácil ou o mais desafiador?
E por que eu estou pendendo para o mais desafiador? É vontade de sofrer ou uma vontade cega de abandonar as responsabilidades que eu tenho a cumprir?
Talvez essas sejam perguntas que só a vida vai responder...

A menina que queria voar

Era uma garotinha, pequena, de seus dez anos que sonhava em poder voar. Passou metade de sua vida querendo conhecer o céu de perto, tocá-lo e conversar com ele, se ele conseguisse falar.
O céu sempre foi muito distante, eles nunca conseguiriam ter uma conversa particular, pois aquilo que ele falaria, todos poderiam escutar, visto que como ele situa muito longe, teria que necessariamente gritar para que ela escutasse.
Todos poderiam escutar, e ela queria ser especial para o céu. Assim como o céu era especial para ela.
Sonhava com o dia em que iria criar asas e voar bem alto. Sempre disseram que era impossível, mas para ela, o impossível dos outros era uma questão de tempo. Voar era uma questão de tempo, precisava crescer.
Crescer e desenvolver as asas mais maravilhosas, jamais vistas no mundo inteiro. As asas mais bonitas e criativas. Aquelas que estavam debaixo do nariz de todo mundo, mas ninguém sabia usar. Ninguém sabia aproveitar. Ninguém sabia que tinha.
Ela queria conhecer o céu e conversar com ele, sobre o amor, a amizade e as nuvens.
Queria voar, queria viver, queria conhecer...
E depois de crescida, a criancinha que se tornou uma moça realmente voou e conheceu todas as estrelas, beijou todas as nuvens e conversou bastante com o céu. Nesse momento ela entendeu que não era necessário tocá-lo para entendê-lo ou escutá-lo, pois para entender o céu tem que aprender a ouvir com o coração e não com os ouvidos.
Não seriam então todos que ouviriam sua conversa com o céu, mas apenas aqueles que soubessem escutar com o coração.
Então aí, ela desvendou um dos tantos segredos de sua vida, e talvez até de uma humanidade.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Os primeiros mananciais de uma criança de oito anos...

O que valemos se realmente não amamos, se não somos amados?
Do que vale nossa vida se não temos uma pessoa querida sempre ao nosso lado?
Se seguirmos o trilho errado? O trilho do mal, o trilho da destruição, o trilho da inveja?
Se não temos família, não temos a quem amar, não temos a quem mimar?
De que vale viver? De que vale acordar? Ter apenas vivido frações de segundos? De viver com a certeza da morte? De saber que nada é para sempre?
De que vale amar alguém agora para odiar depois? Ter odiado antes e destruir agora?
De que vale a intenção do bem se para alguns é realmente o mal que interessa?
De que valemos? Qual o valor da vida? Qual o valor de um momento?
Se vivemos com a incerteza, se a única certeza é a morte, se a única defesa é a violência, se não sabemos como será o dia de amanhã, se não temos o que queremos, se matamos pelo que queremos, se morremos pelo que os outros querem, se não temos uma razão para viver, de que valemos?
Somos simplesmente humanos, simples mortais que matamos e morremos por nenhum ideal, por nenhuma causa justa, por nenhuma causa, por mais tola que seja.
Se nesse mundo de hoje o casamento não é para sempre. Se os que moram em um país não têm amor pela própria pátria, e muito menos amor pelo que fazem. Se existe guerra para obter a paz. Se a paz não pode ou está longe de ser conseguida. Se poluímos não só com lixos, mas visualmente os rios e suas margens. Se o que existe é apenas a destruição, ódio e inveja, de que valemos então?
Para que existem poetas e contadores de histórias? Por que vivemos e existimos? Porque existem pessoas que sofrem pelo pecado de outras?
Temos a certeza de que ainda estamos no meio de um túnel. Túnel esse do qual não temos conhecimento de seu fim. Se será na queda de um abismo ou até mesmo se existe uma saída. Daqui não podemos ver o rio azul, de água cristalina e transparente correndo de encontro ao mar. Daqui não podemos ver nem o rio poluído que de certa forma construímos por assim dizer. Hoje em dia peixes morrem, e a energia é nuclear.
A natureza sofre por nossos erros, enganos e maldades e pede a nós com sua beleza infindável que paremos com isso, mas não obedecemos. Continuamos com desmatamentos, prosseguimos a destruir o que é de direito nosso, a herança que recebemos de um Deus, para aqueles que acreditam, a única prova viva e concreta de que alguém nos ama, de que o castigo de Adão e Eva é mais doloroso para Ele do que para nós. Como todo bom pai, Ele quer que os filhos aprendam a viver, mas ainda permeamos no castigo porque queremos mudar a lei natural da vida. Queremos viver para matar e nos negamos a morrer porque queremos ter e não sabemos ao certo se realmente merecemos o tão querido presente.
Queremos ser soberanos sem saber mandar, para sermos mais importantes. Para "darmos" em revistas que apenas vivem para especular a vida dos outros e que por muitas vezes inventam. Mentiras, puras mentiras, apenas mentiras. Montam fotos, fazem poses, caras e bocas para ganhar o quê? Fama? Dinheiro?
Por que um jogador de futebol ganha mais do que um professor, se um professor tem um trabalho mais nobre?
Por quê?
Por que vivemos?
Por que existimos?
E por que tenho a certeza de que nunca terei resposta para tudo isso?
Não temos respostas, muito menos meios de como responder a todas essas indagações, mas temos como viver e aprender. Não apenas com os mais velhos, mas também com os mais jovens que ensinam para o resto do povo sobre a riqueza inerente a vida, que não é somente dinheiro e muito menos poder. Eles ensinam que o mais importante é a alegria que encontramos no amor, naquele amor, no real e verdadeiro amor.