quarta-feira, 30 de julho de 2008

E quando o melhor para você não é o melhor para os outros?

Acho melhor começar do começo mesmo.
Eu detesto ir à praia. Não gosto. Teve uma época que eu gostava, e ficava ali deitada esperando o Sol queimar minha pele. Hoje, eu prefiro uma sombrinha, uma montanha ou uma lareira acesa em dias muito frios.
Talvez eu não goste de praia porque lá eu realizo atividades como ler ou pensar sobre a vida. Convenhamos, dependendo da leitura e do momento na sua vida, ambas não são o mais indicado.
Pois é.
Sexta-feira eu vou ao Guarujá. Ao invés de pular de alegria, como qualquer outra pessoa comum talvez fizesse, eu estou aqui, de certa forma reclamando.
Sabe quando você se sente triste e com raiva, mas no fundo acha que sentir essas coisas é típico de gente egoísta?
Eu me sinto assim, agora.
Dia 01/08 é aniversário do meu pai, principal motivo da viagem, mas não estou brava porque vou até a praia e todas essas coisas, mesmo porque seria muito ingrato da minha parte, visto que o próprio foi o único a bater o pé e dizer que meu aniversário também estava chegando e que ele queria comemorar comigo. "Se ela não for, eu não vou", disse ele bem enfático. Resumindo, ele foi o único que lembrou. Decepcioná-lo não é uma opção (se bem que nunca foi).
Meu aniversário é na terça-feira, e eu tenho muito a comemorar. Bem, não sou a mais nova milionária, mas eu tenho saúde, principalmente depois de uns momentos de tensão entre novembro do ano passado e fevereiro desse, é algo muito importante a se comemorar, sem contar outros bem mais essenciais como, eu tenho uma família unida, e alguns amigos que gostam de mim (pelo menos eu prefiro acreditar que gostam).
O fato é que eu vou comemorar o meu aniversário na praia, e a viagem durará até domingo. Domingo é dia ruim de se comemorar, pois segunda se trabalha, assim como terça. Restam sexta-feira e o outro sábado, mas daí eu me pego a pensar se já não seria tarde, pois tudo tem um momento e talvez lá, o momento tenha ido embora.
Então eu fico aqui, insatisfeita por um lado, por não poder comemorar o que eu acho que cresci durante esse tempo todo com outras pessoas que eu também adoro, e me sinto ingrata, pois tanto tem sido me dado pela minha família, e eu aqui, reclamando.
Vai ver eu estou dando muita importância ao meu aniversário, afinal é só mais um dia em um ano, que tem por sua vez 366.

terça-feira, 29 de julho de 2008

A procura de respostas...

O que tanto eu procuro?
Talvez ser a pessoa que sonhava quando tinha cinco anos, mas até então, eu sonhava em poder brincar minha vida inteira.
Ou então quem sabe me tornar a maior arquiteta de todos os tempos? Acho que não, porque eu não gosto muito de desenhar... isso é um pouco importante para um arquiteto.
E daí eu poderia ter as opções de ser professora de inglês, farmacêutica, engenheira, química e até mesmo fotógrafa ou cantora.
Tudo isso é parte do que você faz, mas não do que você é.
Então o que eu quero ser?
Grande? Sincera? Amiga? Especial? Intelectual? Inteligente?
Isso não é "de ser"... não se é uma qualidade só, um adjetivo só...
O que eu quero fazer?
Ah... acho que essa eu sei! Ou... posso arriscar um palpite. Quero algo novo para aprender todo dia. É tão bom chegar em casa e dizer todas as suas atividades acrescentadas de aprendi a fazer tal coisa.
Quero amanhã ser maior que hoje... mas isso é "de ser" ou "de ter"?
Ou "de acumular"?
Bem, não posso negar que gosto de acumular coisas. Embalagens, canetas, até mesmo peso, infelizmente.
Para ser A ou B, você precisa desistir de ser todo o resto do alfabeto? E se eu quiser ser uma redação cheia de letras, vírgulas, dois pontos, pontos de exclamações, de interrogações, de cedilhas, de acentos agudos e circunflexos e hífens? Eu não posso?
Como eu vou crescer?
Antes eu tentava descobrir um objetivo. O que você vai ser quando crescer?
Agora eu tento descobrir uma maneira? É isso? É essa a diferença?
Alguém aí me diz que tem alguma, por qualquer que seja, senão isso vai querer dizer que eu empaquei esses anos todos, ou pelo menos os últimos anos da minha vida.
Como eu chego lá?
Eu quero ser sábia, prudente, paciente, velha?
Qual é o caminho?
Fingir ser alguém que não sou, ter formas curvilíneas e delgadas para então conquistar alguém e me casar? Ou arriscar ser eu mesma e viver sozinha? Não ter filhos, não ter mais família e mais ninguém para jogar a culpa quando a situação apertar? Porque acredite, ela vai.
Qual é o medo?
O medo é vermelho? É medo de nadar? É a pedra no meio do caminho? É a encruzilhada onde você escolhe se continua pela mesma rua ou vira noventa graus?
Qual é o medo? Quem é o medo? De quê é o medo?
Se essa forma é um caminho, qual deles devo seguir?
O mais prudente, o mais fácil ou o mais desafiador?
E por que eu estou pendendo para o mais desafiador? É vontade de sofrer ou uma vontade cega de abandonar as responsabilidades que eu tenho a cumprir?
Talvez essas sejam perguntas que só a vida vai responder...

A menina que queria voar

Era uma garotinha, pequena, de seus dez anos que sonhava em poder voar. Passou metade de sua vida querendo conhecer o céu de perto, tocá-lo e conversar com ele, se ele conseguisse falar.
O céu sempre foi muito distante, eles nunca conseguiriam ter uma conversa particular, pois aquilo que ele falaria, todos poderiam escutar, visto que como ele situa muito longe, teria que necessariamente gritar para que ela escutasse.
Todos poderiam escutar, e ela queria ser especial para o céu. Assim como o céu era especial para ela.
Sonhava com o dia em que iria criar asas e voar bem alto. Sempre disseram que era impossível, mas para ela, o impossível dos outros era uma questão de tempo. Voar era uma questão de tempo, precisava crescer.
Crescer e desenvolver as asas mais maravilhosas, jamais vistas no mundo inteiro. As asas mais bonitas e criativas. Aquelas que estavam debaixo do nariz de todo mundo, mas ninguém sabia usar. Ninguém sabia aproveitar. Ninguém sabia que tinha.
Ela queria conhecer o céu e conversar com ele, sobre o amor, a amizade e as nuvens.
Queria voar, queria viver, queria conhecer...
E depois de crescida, a criancinha que se tornou uma moça realmente voou e conheceu todas as estrelas, beijou todas as nuvens e conversou bastante com o céu. Nesse momento ela entendeu que não era necessário tocá-lo para entendê-lo ou escutá-lo, pois para entender o céu tem que aprender a ouvir com o coração e não com os ouvidos.
Não seriam então todos que ouviriam sua conversa com o céu, mas apenas aqueles que soubessem escutar com o coração.
Então aí, ela desvendou um dos tantos segredos de sua vida, e talvez até de uma humanidade.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Os primeiros mananciais de uma criança de oito anos...

O que valemos se realmente não amamos, se não somos amados?
Do que vale nossa vida se não temos uma pessoa querida sempre ao nosso lado?
Se seguirmos o trilho errado? O trilho do mal, o trilho da destruição, o trilho da inveja?
Se não temos família, não temos a quem amar, não temos a quem mimar?
De que vale viver? De que vale acordar? Ter apenas vivido frações de segundos? De viver com a certeza da morte? De saber que nada é para sempre?
De que vale amar alguém agora para odiar depois? Ter odiado antes e destruir agora?
De que vale a intenção do bem se para alguns é realmente o mal que interessa?
De que valemos? Qual o valor da vida? Qual o valor de um momento?
Se vivemos com a incerteza, se a única certeza é a morte, se a única defesa é a violência, se não sabemos como será o dia de amanhã, se não temos o que queremos, se matamos pelo que queremos, se morremos pelo que os outros querem, se não temos uma razão para viver, de que valemos?
Somos simplesmente humanos, simples mortais que matamos e morremos por nenhum ideal, por nenhuma causa justa, por nenhuma causa, por mais tola que seja.
Se nesse mundo de hoje o casamento não é para sempre. Se os que moram em um país não têm amor pela própria pátria, e muito menos amor pelo que fazem. Se existe guerra para obter a paz. Se a paz não pode ou está longe de ser conseguida. Se poluímos não só com lixos, mas visualmente os rios e suas margens. Se o que existe é apenas a destruição, ódio e inveja, de que valemos então?
Para que existem poetas e contadores de histórias? Por que vivemos e existimos? Porque existem pessoas que sofrem pelo pecado de outras?
Temos a certeza de que ainda estamos no meio de um túnel. Túnel esse do qual não temos conhecimento de seu fim. Se será na queda de um abismo ou até mesmo se existe uma saída. Daqui não podemos ver o rio azul, de água cristalina e transparente correndo de encontro ao mar. Daqui não podemos ver nem o rio poluído que de certa forma construímos por assim dizer. Hoje em dia peixes morrem, e a energia é nuclear.
A natureza sofre por nossos erros, enganos e maldades e pede a nós com sua beleza infindável que paremos com isso, mas não obedecemos. Continuamos com desmatamentos, prosseguimos a destruir o que é de direito nosso, a herança que recebemos de um Deus, para aqueles que acreditam, a única prova viva e concreta de que alguém nos ama, de que o castigo de Adão e Eva é mais doloroso para Ele do que para nós. Como todo bom pai, Ele quer que os filhos aprendam a viver, mas ainda permeamos no castigo porque queremos mudar a lei natural da vida. Queremos viver para matar e nos negamos a morrer porque queremos ter e não sabemos ao certo se realmente merecemos o tão querido presente.
Queremos ser soberanos sem saber mandar, para sermos mais importantes. Para "darmos" em revistas que apenas vivem para especular a vida dos outros e que por muitas vezes inventam. Mentiras, puras mentiras, apenas mentiras. Montam fotos, fazem poses, caras e bocas para ganhar o quê? Fama? Dinheiro?
Por que um jogador de futebol ganha mais do que um professor, se um professor tem um trabalho mais nobre?
Por quê?
Por que vivemos?
Por que existimos?
E por que tenho a certeza de que nunca terei resposta para tudo isso?
Não temos respostas, muito menos meios de como responder a todas essas indagações, mas temos como viver e aprender. Não apenas com os mais velhos, mas também com os mais jovens que ensinam para o resto do povo sobre a riqueza inerente a vida, que não é somente dinheiro e muito menos poder. Eles ensinam que o mais importante é a alegria que encontramos no amor, naquele amor, no real e verdadeiro amor.

Acerca da Oficina de Pensamentos

"Oficina de Pensamentos" é o então antecessor de "Sol, Chuva, Lua e Tempestade"...

Depois de ler todos esses textos resolvi pensar que talvez o melhor título fosse "Em busca da felicidade", mas esse já é título daquele filme com o Will Smith.

Coloquei o link para ficar mais prático de se ler posteriormente.

Concomitantemente com "O Caderno", sendo que "O Caderno" é realmente um caderno com capa dura e 96 folhas...

domingo, 27 de julho de 2008

O post que não tinha muito a ver com os outros posts, mas que mesmo assim foi publicado!

Depois de pensar pelo menos umas 2 ou 3 vezes por semana "olha, isso aqui até seria legal de se colocar no blog", estou aqui escrevendo, relatando que... esqueci-me do que realmente eu estava considerando escrever.
Há seis anos, minha professora de português afirmou que meus textos eram "pé no chão". Aliás... seria bom encontrar meu texto "pé no chão".
Devo encontrá-lo no meu caderno.
Volto mais tarde.

Random thoughts

Bem... na verdade eu estava pensando nessas coisas ontem, mas não consegui escrever. Quando cheguei em casa, perdi o feeling.
São pensamentos soltos, mas...
Eu procurei pelas estrelas, ao lado da Lua, no meio do céu, mas não encontrei.
Pelas estradas, vielas, ruas, em todos os lugares que poderia estar lá, mas ainda assim, eu não achei.
Restaram todos os outros lugares que não esperava.
Aguardar o inesperado.
Continuar sonhando...
Outro era uma idéia, de uma coisa que eu queria escrever, mas como nunca se sabe... como eu não sei se amanhã eu permanecerei viva para continuar escrevendo, vou deixar o trecho por aqui... quem sabe depois eu aproveito.
- Por que você está pensando em me ajudar? - perguntou Maya em tom cansado, com certa inocência.
- Ué, porque eu sou assim! Altruísta. - respondeu Gio displicentemente.
- Não, sério... por quê? - indagou a garota impacientemente, olhando nos olhos de Giovanni.
- Porque somos amigos, oras, Maya, eu não tenho um motivo específico! - tentou balbuciar algo em seguida, mas o rapaz preferiu se manter em silêncio.
- Gio, sempre fomos, sempre seremos, mas agora não existe um porquê! Não é uma situação em que alguém deva me ajudar! - resistia Maya.
- Maya... do que você tem medo? - perguntou com olhar inquisidor.
- Não tenho medo! Ou tenho... não sei... você não pode me ajudar! O que você ganha fazendo tudo isso? - exasperou-se.
- Realmente, eu não posso ajudar, mas posso apoiar suas decisões. Eu não ganho nada físico com isso, eu ganho o brilho das estrelas. - falou olhando nos olhos da amiga e em seguida abraçou-a.
- Ah... tá bom. - abraçou-o de volta.